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terça-feira, 19 de maio de 2009

Rookies do ano

Isto se não contarmos o tempo que já dedicaram à música antes deste projecto paralelo em que trabalham juntos.

Chamam-se Orelha Negra e, segundo o site da sua editora (Enchufada), o quinteto é formado por "Cruz (Dj/Scratches), Ferrano (Drums), Gomes Prodigy (Keyboards, Synths), Mira Professional (Voice Sampler/MPC/Synths) and Rebelo Jazz Bass (Bass and Rythm Guitar)", heterónimos de Cruzfader, João Gomes, Sam the Kid e Francisco Rebelo (membro dos Cool Hipnoise, bem como João Gomes), restando descobrir que cara, provavelmente conhecida, esconde o nome Ferrano - será "Fred, o baterista do Sam? Caga nisso".

A avaliar pelo single - "Lord" - estes rapazes não se juntaram para brincar aos músicos (ou talvez tenham juntado, o que não é necessariamente mau) e vão brindar o público com graaaandes malhas, num álbum que reúne "soul, jazz e hip hop" num só tipo de som.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

O teu marido não te engana

Ainda não percebi muito bem como é que pode haver tanta gente a queixar-se do "novo skill" do Xeg. Já li em vários sítios e já ouvi várias pessoas a dizer que ele perdeu o estilo próprio, o swagger.

Como é que é possível ser apreciador de um "estilo próprio" que se baseia na total ausência de técnica (flow, métrica e dicção) e em letras que, apesar de focarem aspectos interessantes/importantes, eram básicas e desprovidas de recursos estilísticos que enriquecessem o texto? Assim sendo, não é preferível ler um jornal? Em 2001 havia desculpa, em 2009 não.

E, ao que parece, o Xeg percebeu isso melhor do que ninguém. Já o público...

Tudo bem que, depois de descobrir a fórmula mágica, ainda não se cansou de a utilizar. A questão é que também explorou um único estilo até à exaustão ao longo da última década, com uma "pequena" nuance: não possuía nenhum dos argumentos de que dispõe agora.

À excepção do single "Liberdade" (falhou ali qualquer coisa), é notório que o novo Xeg tem flow/word play/dicas ("Continuação Parte III", "Na Posse de Rimas", "O Teu Marido Não Te Engana") e, como não podia deixar de ser, conteúdo ("Primeira Vez").

Já há algum tempo que desconfiava deste seu novo fôlego - as grandes prestações de que foi protagonista recentemente nas mixtapes "2780 Oeiras", "Lisa Chu" e "Mike Phelps" deixaram-me de água na boca instantaneamente.

Digam adeus ao Xeg versão intelectual/spoken word e recebam de braços abertos o Xeg versão rap.

(Bambino, oferece o a.k.a. Mad Nigga ao Short Size, ele merece!)